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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Economia colaborativa x Economia de escala

(por Andressa Moraes Porto e Leonardo Costa Alexandre)


  
   Você não precisa de uma furadeira, você precisa do buraco na parede”... É com essa citação que podemos exemplificar a economia colaborativa, através da ideia de trocas, que gera comportamentos mais sustentáveis em decorrência desse ato. A questão colaborativa de trocas envolve uma massa de pessoas e está muito atrelada a economia de escala, uma vez que o custo acaba sendo menor com a furadeira emprestada do que adquirindo. A produção está atrelada a demanda, que nos traz a ideia de fazer mais com menos. 

Economia colaborativa e seus efeitos

(por Andressa Moraes Porto e Leonardo Costa Alexandre)


  
  1. Compartilhamento no consumo colaborativo: Causa união entre as pessoas é visto como a única maneira de se conectar aos outros, criar vínculos, sentimentos e solidariedade.
O compartilhamento entre famílias, amigos , colegas de trabalho, é possível em virtude da confiança e da união entre grupos, diferente das trocas econômicas que raramente criam laços comunitários com outras pessoas.

2. Consumo colaborativo como experiência: Gera obtenção de conhecimento, novos contatos, novas experiências de vida.
As negociações têm " algo a mais" por trás, criam novas oportunidades.
Por exemplo, através da troca de livros você conhece exemplares diferentes dos expostos nas livrarias, além de criar amigos, gerar troca de cultura e conhecimento.

3. Consumo colaborativo como garimpo: Constrói um sentimento de autenticidade. 
A compra em brechós por exemplo, é uma fuga da compra dos produtos em massa, é a busca pela obtenção de algo que ninguém tem, algo manual, artesanal ou até mesmo de marca só que com preço mais barato e com status de exclusividade.
Resumindo é a busca de algo "novo" ou algo que os outros não tem.
Para Arnold e Price (2000), quando o objeto é difícil de ser encontrado, o consumidor constrói um sentimento de qualidade individual, mesmo que não ocorra a troca de mercadorias, pelo motivo de só uma das partes ter gostado dos produtos.

4. Consumo colaborativo como resistência ao consumo/ não consumo/ anticonsumo: É visto como uma saída para, de certa forma, frear a globalização, retoma algo que era praticado antigamente, o escambo.

Citação de um entrevistado da Revista de Gestão da UnilaSalle: 
“Eu ainda estou meio na linha tênue, entre defender o escambo como um escape desse capitalismo maluco e de pensar que a gente ainda 
é condicionado a comprar. Aquilo que a gente vai trocar foi comprado e, por isso, a relação financeira fica maquiada. ”

Stammerjohan e Webster (2002) explicam esse comportamento com situações relacionados às mudanças na estrutura da família, aumento do número de seus componentes, desemprego, enfim a falta de recursos causa a procura de peças de marcas em brechós, com preços muito mais acessível, ou até mesmo a compra de roupas infantis já usadas como a primeira opção das famílias, pois as crianças usam pouco e logo as peças deixam de servir. 
Enfim o público alvo dos brechós é muito amplo.

5. Consumo colaborativo como relação de confiança:  Confiança e reputação são cruciais para os usuários das comunidades, como a Couchsurfing, por exemplo.
Essas estadias sem trocas financeiras, tem somente a intenção de promover experiências culturais e entendimento entre pessoas de origens distintas.
A relação de confiança não ocorre somente no couchsurfing, mas também nas relações de troca e nas demais atividades da rede colaborativa.


Fonte: 
BRASIL, ENDEAVOR. Economia Colaborativa: A tendência que está mudando o mercado. Disponível em: https://endeavor.org.br/como-aproveitar-economia-colaborativa/. Acessado em 02/07/2017.
DESENVOLVE. Revista de Gestão do Unilasalle (ISS 2316-5537). Disponível em: http://www.revistas.unilasalle.edu.br/index.php/desenvolve. Acessado em 03/07/2017.
LACERDA, TIAGO. Artigo COMUNICON 2015 (5 a 7 de Outubro de 2015) – Disponível em: www.aprendainvestimentos.com/economia-colaborativa-nova-tendencia-mundial/. Acessado em 28/06/2017.

Links de exemplo:
Consumo colaborativo:
http://consumocolaborativo.cc

Projeto Seumeunosso:
https://www.facebook.com/ProjetoSeumeunosso

Permuta Livre:
http://www.permutalivre.com.br/

Toma Lá Dá Cá:
http://www.tomaladaca.com.br/

Bazar de Trocas da Estilo:
https://www.facebook.com/groups/128866630515607

Descolaí:
www.descolai.com.br

Modelos da Economia Colaborativa

(por Andressa Moraes Porto e Leonardo Costa Alexandre)


  
   Botsman e Roger (2011) citam três modelos distintos, dentro da economia colaborativa:
Sistema de serviços e produtos:  Modelo baseado pela utilização e pagamento de certo bem sem a necessidade de adquiri-lo.
Exemplo: compartilhamento de bicicletas, compartilhamento de carros, aluguel de brinquedos, aluguel de filmes e etc...

Mercados de redistribuição: Modelo associado a trocas e doações.
Exemplo: troca de livros, brechós, feiras, grupos de troca e etc...

Estilos de vida: Modelo associado a troca e a divisão de conhecimento, habilidades ou dinheiro.
Exemplo: coworking, crowdfunding e couchsurfing.

O que é Economia Colaborativa?

(por Andressa Moraes Porto e Leonardo Costa Alexandre)


  
   “É o processo que busca uma relação mais saudável e sustentável com o consumo. A partir de propostas que tentam minimizar os impactos de projetos mais comerciais, há o privilegio das trocas, escambos, empréstimos e/ ou doações. É, portanto um sistema que não altera apenas o que consumimos, mas como consumimos." Botsman e Rogers (2011) citado em Comicon 2015.

 São formas de economia colaborativa:
Consumo colaborativo;
Compartilhamento;
Resistência ao consumo.

Exemplos de ações de consumo colaborativo, bem conhecidas e difundidas na atualidade: 

Coworking:
Compartilhamento de locais de trabalho, escritórios coletivos, várias pessoas realizando atividades diferentes, no mesmo ambiente, gerando economia, troca de ideias, informações e culturas, além de aumentar o network.

Couchsurfing:
Serviço de hospitalidade, através de avaliações de confiança. 
Pessoas que abrigam viajantes, turistas, estudantes, sem que ocorra troca financeira, somente com o intuito de gerar interação e trocas culturais.

Crowdfunding:
Financiamento coletivo, esforço coletivo por um bem ou ação. "Vaquinha virtual".

Trocas em geral:
Troca de uma mercadoria por outra, levando ou não em consideração o valor que as peças custam.