quinta-feira, 6 de julho de 2017

Governança Corporativa

(por Cristina Nunes, Isolete Nunes, Marina Miola)

   


  Ao logo do seculo 20 a economia dos diferentes países tornou-se cada vez mais marcada pela integração do comércio internacional assim como pela expansão das transações financeiras em escala global. Devido a estas mudanças as companhias tiveram sensíveis transformações, com o crescimento acentuado de suas atividades tiveram que fazer adequações em sua estrutura de controle, separando propriedade, de gestão empresarial. Ocasionado conflitos ligados à propriedade dispersa e a divergência entre os interesses dos sócios e dos executivos, assim chamados de “conflitos de agência”.
   A governança Corporativa surgiu para superar o “conflito de agência” clássico. O proprietário (acionista) delega a um agente especializado (administrador) o poder de decisão sobre a empresa (nos termos da lei). Poderão surgir divergências no entendimento e de cada um dos grupos sobre o que consideram o melhor para a empresa massas práticas de Governança Corporativa buscam superar estes conflitos.
  Governança Corporativa é um conjunto de processos políticos, leis, regulamentos e instituições que regulam a maneira como uma empresa é dirigida, administrada ou controlada. Inclui também o estudo das relações entre os diversos setores envolvidos (stakeholders) e os objetivos que orienta a empresa. Os principais participantes inclusos são funcionários, fornecedores, clientes , bancos e outros credores , instituições reguladores e a comunidade em geral.
   Os principios básicos são:

  • Transparência: Disponibiliza para as partes interessadas as informações que sejam do seu interesse e não somente as impostas por disposições legais ou regulamentos.
  • Equidade: Oferece um tratamento justo e isonômico para todos os sócios e demais partes interessadas (stakeholders) considerando seus direitos e deveres.
  • Prestação de contas: Os agentes de governança devem prestar contas de sua atuação de maneira clara e compreensível , assumindo as consequências de seus atos e omissões e atuando sempre com responsabilidade.
  • Responsabilidade Corporativa: Os agentes devem zelar pela viabilidade econômico-financeiras das organizações , reduzir externalidades negativas , em seus negócios e operações, aumentara as externalidades positivas. Levando em consideração seu modelo de negócio, e os diversos capitais no curto , médio e longo prazo.

Implementar mecanismos de Governança Corporativa é uma tarefa árdua onde é necessário investimentos financeiros e mudança de mentalidade.  Quando a Governança Corporativa é bem desenvolvida garante a longevidade dos negócios e consegue de forma transparente e objetiva transformar os princípios e desejos organizacionais em ações concretas.

Fonte:
http://www.ibgc.org.br/index.php/governanca/governanca-corporativa

https://www.profissionaisti.com.br/2017/02/a-governanca-corporativa-e-o-conflito-da-agencia/




Concorrência Schumpeteriana e o Planejamento Estratégico

(por Eduardo Pakulski Saleh, Gislaine Pereira e Maicon)

   


   O posicionamento estratégico e a concorrência Schumpeteriana se relacionam perfeitamente. Considerando que a concorrência Schumpeteriana defende que os períodos de expansão e contração da economia define as empresas como organismos que evoluem e, para que essa evolução seja sadia e permita a sobrevivência das empresas, estas devem adotar um posicionamento estratégico diferenciado em relação aos concorrentes. 
    Assim como a teoria de Schumpeter defende que as empresas inovadoras, ou que tenham um diferencial tecnológico são as que têm vantagens sobre os concorrentes, estas devem definir quais estratégias devem ser levadas em prática para que o lucro seja maximizado.
  O posicionamento estratégico definirá se a vantagem da inovação ou tecnológica será usada para focar na vantagem de custo, fazendo com que os lucros sejam maiores com redução de custos e manutenção da qualidade dos produtos. Ou se a empresa irá focar em vantagem de benefício que a inovação poderá trazer, oferecendo assim, produtos diferenciados de excepcional qualidade para os clientes que estarão dispostos a pagar por este diferencial.
 Esse momento de expansão é entendido por Schumpeter como o de crescimento da economia, pois a inovação trará, inicialmente, lucros extraordinários para a empresa pioneira, mas também trará os concorrentes, assim, as empresas necessitam estabelecer um bom posicionamento estratégico para continuarem em expansão econômica, ou então, se manterem com lucros constantes, buscando prolongar a vida da empresa, procurando ao máximo o declínio, e quando o declínio estiver ocorrendo caberá redefinir o posicionamento estratégico junto com a busca pela inovação.

Economia colaborativa e seus efeitos

(por Andressa Moraes Porto e Leonardo Costa Alexandre)


  
  1. Compartilhamento no consumo colaborativo: Causa união entre as pessoas é visto como a única maneira de se conectar aos outros, criar vínculos, sentimentos e solidariedade.
O compartilhamento entre famílias, amigos , colegas de trabalho, é possível em virtude da confiança e da união entre grupos, diferente das trocas econômicas que raramente criam laços comunitários com outras pessoas.

2. Consumo colaborativo como experiência: Gera obtenção de conhecimento, novos contatos, novas experiências de vida.
As negociações têm " algo a mais" por trás, criam novas oportunidades.
Por exemplo, através da troca de livros você conhece exemplares diferentes dos expostos nas livrarias, além de criar amigos, gerar troca de cultura e conhecimento.

3. Consumo colaborativo como garimpo: Constrói um sentimento de autenticidade. 
A compra em brechós por exemplo, é uma fuga da compra dos produtos em massa, é a busca pela obtenção de algo que ninguém tem, algo manual, artesanal ou até mesmo de marca só que com preço mais barato e com status de exclusividade.
Resumindo é a busca de algo "novo" ou algo que os outros não tem.
Para Arnold e Price (2000), quando o objeto é difícil de ser encontrado, o consumidor constrói um sentimento de qualidade individual, mesmo que não ocorra a troca de mercadorias, pelo motivo de só uma das partes ter gostado dos produtos.

4. Consumo colaborativo como resistência ao consumo/ não consumo/ anticonsumo: É visto como uma saída para, de certa forma, frear a globalização, retoma algo que era praticado antigamente, o escambo.

Citação de um entrevistado da Revista de Gestão da UnilaSalle: 
“Eu ainda estou meio na linha tênue, entre defender o escambo como um escape desse capitalismo maluco e de pensar que a gente ainda 
é condicionado a comprar. Aquilo que a gente vai trocar foi comprado e, por isso, a relação financeira fica maquiada. ”

Stammerjohan e Webster (2002) explicam esse comportamento com situações relacionados às mudanças na estrutura da família, aumento do número de seus componentes, desemprego, enfim a falta de recursos causa a procura de peças de marcas em brechós, com preços muito mais acessível, ou até mesmo a compra de roupas infantis já usadas como a primeira opção das famílias, pois as crianças usam pouco e logo as peças deixam de servir. 
Enfim o público alvo dos brechós é muito amplo.

5. Consumo colaborativo como relação de confiança:  Confiança e reputação são cruciais para os usuários das comunidades, como a Couchsurfing, por exemplo.
Essas estadias sem trocas financeiras, tem somente a intenção de promover experiências culturais e entendimento entre pessoas de origens distintas.
A relação de confiança não ocorre somente no couchsurfing, mas também nas relações de troca e nas demais atividades da rede colaborativa.


Fonte: 
BRASIL, ENDEAVOR. Economia Colaborativa: A tendência que está mudando o mercado. Disponível em: https://endeavor.org.br/como-aproveitar-economia-colaborativa/. Acessado em 02/07/2017.
DESENVOLVE. Revista de Gestão do Unilasalle (ISS 2316-5537). Disponível em: http://www.revistas.unilasalle.edu.br/index.php/desenvolve. Acessado em 03/07/2017.
LACERDA, TIAGO. Artigo COMUNICON 2015 (5 a 7 de Outubro de 2015) – Disponível em: www.aprendainvestimentos.com/economia-colaborativa-nova-tendencia-mundial/. Acessado em 28/06/2017.

Links de exemplo:
Consumo colaborativo:
http://consumocolaborativo.cc

Projeto Seumeunosso:
https://www.facebook.com/ProjetoSeumeunosso

Permuta Livre:
http://www.permutalivre.com.br/

Toma Lá Dá Cá:
http://www.tomaladaca.com.br/

Bazar de Trocas da Estilo:
https://www.facebook.com/groups/128866630515607

Descolaí:
www.descolai.com.br

Modelos da Economia Colaborativa

(por Andressa Moraes Porto e Leonardo Costa Alexandre)


  
   Botsman e Roger (2011) citam três modelos distintos, dentro da economia colaborativa:
Sistema de serviços e produtos:  Modelo baseado pela utilização e pagamento de certo bem sem a necessidade de adquiri-lo.
Exemplo: compartilhamento de bicicletas, compartilhamento de carros, aluguel de brinquedos, aluguel de filmes e etc...

Mercados de redistribuição: Modelo associado a trocas e doações.
Exemplo: troca de livros, brechós, feiras, grupos de troca e etc...

Estilos de vida: Modelo associado a troca e a divisão de conhecimento, habilidades ou dinheiro.
Exemplo: coworking, crowdfunding e couchsurfing.

O que é Economia Colaborativa?

(por Andressa Moraes Porto e Leonardo Costa Alexandre)


  
   “É o processo que busca uma relação mais saudável e sustentável com o consumo. A partir de propostas que tentam minimizar os impactos de projetos mais comerciais, há o privilegio das trocas, escambos, empréstimos e/ ou doações. É, portanto um sistema que não altera apenas o que consumimos, mas como consumimos." Botsman e Rogers (2011) citado em Comicon 2015.

 São formas de economia colaborativa:
Consumo colaborativo;
Compartilhamento;
Resistência ao consumo.

Exemplos de ações de consumo colaborativo, bem conhecidas e difundidas na atualidade: 

Coworking:
Compartilhamento de locais de trabalho, escritórios coletivos, várias pessoas realizando atividades diferentes, no mesmo ambiente, gerando economia, troca de ideias, informações e culturas, além de aumentar o network.

Couchsurfing:
Serviço de hospitalidade, através de avaliações de confiança. 
Pessoas que abrigam viajantes, turistas, estudantes, sem que ocorra troca financeira, somente com o intuito de gerar interação e trocas culturais.

Crowdfunding:
Financiamento coletivo, esforço coletivo por um bem ou ação. "Vaquinha virtual".

Trocas em geral:
Troca de uma mercadoria por outra, levando ou não em consideração o valor que as peças custam.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Posicionamento estratégico, Integrar ou não a verticalização.

(Iury Barbosa, Heber Ribeiro e Thalis Lavorati)

   Esta escolha de verticalização ou não, fica a encargo da empresa, tendo esta que pesquisar e estudar o que é mais vantajoso, e desempenhar essa tarefa diminuindo os custos de transação, ou, terceirizar, podendo reduzir os custos, ou maximizando o tempo.
   Como a escolha é da empresa, se relaciona com o tema de posicionamento estratégico.
   Em nossas postagem do dia 2,4 e 9 de maio, falamos sobre posicionamento estratégico, no sentido de envolver todas as funções da empresa, para que todos tenham a ciência do seu lugar no respectivo ambiente competitivo. Seja este posicionamento de vantagem por baixo custo ou por diferenciação.
   Atinge-se a vantagem de menor preço, se não desconsiderar sua qualidade básica e funcionalidade, isso implica em uma organização bem estruturada.
   Atinge-se a vantagem por diferenciação, quando se oferece um benefício maior que o oferecido pela concorrência, e quando os clientes aceitam pagar mais por um produto diferenciado.
   Neste posicionamento se encaixa então a verticalização, pois a empresa pode optar por qualquer um dos posicionamento e também aderir a verticalização ou não, é claro escolher o modo de verticalização.
   Se uma empresa escolher verticalização a montante e se posicionar com as vantagens de custo, ela provavelmente irá produzir uma de suas matérias primas primordiais, assim com o tempo o custo dessa matéria prima irá cair, e ela poderá proporcionar aos clientes esse produto com custo mais baixo, conquistando assim está vantagem competitiva.
   Em outra situação, se a empresa escolher verticalização a montante e se posicionar Com a vantagem de diferenciação, provavelmente ela irá produzir sua matéria prima pela quantidade, para buscar uma excelência no produto que ela oferece, com qualidade superior e está vantagem competitiva.
   Um outro exemplo seria se a empresa verticalizar a jusante e se posicionar por vantagem de diferenciação, verticalizando o setor de entrega por exemplo, proporcionando ao cliente uma entrega diferenciada,  com um tempo diferenciado, conquistando assim esta vantagem competitiva.
 Concluímos então que a verticalização está ligada ao posicionamento da empresa e sua estratégia, cabendo a empresa estudar o que é mais vantajoso. Assim como verticalizar pode reduzir custos, o número de atividades realizadas internamente pode acarretar problemas gerenciais, devido a execução de atividades não ligadas diretamente ao negócio principal, perdendo assim a eficiência e aumentando o custo de produção.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O meio ambiente como barreira de entrada

(por Gustavo Araujo, Rafael Guimarães e Thaís Agarrallua)

    Tendo em vista as constantes mudanças climáticas que ultimamente nosso planeta vem sofrendo, principalmente, desde a revolução industrial. Foram criadas novas barreiras de entrada para acessar alguns tipos de mercado, tais barreiras foram impostas pelos governos estabelecendo dispositivos legais; e, também, pela transformação mercadológica dos consumidores em adquirir um produto de maneira consciente e sustentável. Visando a proteção do meio ambiente.

    As barreiras criadas visam assegurar o crescimento e o desenvolvimento sustentável proporcionando uma maior integração entre governo, empresa e sociedade. Os governos controlam e fiscalizam as empresas, por meio de licenças ambientais, em diversas questões protecionistas do meio ambiente, como: destinação de resíduos poluentes, instalação de novos empreendimentos em locais protegidos, proteção de áreas de preservação ambiental, entre outros; as empresas se comprometem de seguir as leis de controle ambiental, sob penas previstas em lei e de perda da licença ambiental; e a sociedade deve respeitar as leis ambientais e seguir o descarte de poluentes nos locais destinados.

    Com a integração dos três organismos, acabou-se criando um mercado competitivo dificultando a entrada de novas organizações. A dificuldade gerada se dá, principalmente, pela obtenção das licenças ambientais, onde o tempo de deferimento do pedido pode levar mais de 2 anos.  Existem outros entraves na entrada de um determinado mercado. Como por exemplo: a empresa não possuir uma política ambiental clara, ou obtenção de norma ISO 14001. Infelizmente o rompimento dessa barreira de entrada não é feito pelas pequenas e médias empresas, pois é necessário um investimento elevado para conseguir a entrada e, principalmente, se manter nos mercados protegidos pelas leis ambientais.

    Assim, em um mundo cada vez mais preocupado com as intervenções do homem na natureza, a proteção ecológica acaba sendo vista como uma política de proteção ambiental e não uma afronta aos princípios da livre-iniciativa e da livre-concorrência.